Coletânea de ensaios reúne a produção crítica mais recente do premiado escritor sul-africano J. M. Coetzee. Com 23 textos, ela um panorama crítico da literatura mundial, feito por um dos mais renomados autores contemporâneos. Da análise de obras célebres de autores europeus e russos à crítica detalhada de obras produzidas na Argentina, Austrália ou Namíbia, passando por escritores de períodos mais remotos. Ao conceder o Nobel de Literatura a J. M. Coetzee, em , a Academia Sueca elogiou “a habilidosa, os diálogos férteis e o brilho analítico” dos romances do escritor sul-africano. Esse rigor que o autor, que 80 anos em , aplica a sua obra ficcional está presente nestes ensaios sobre literatura. Neles, o romancista e professor universitário recorre a dados biográficos, correspondências e parentescos literários instrumentos de análise. Lançado simultaneamente a Mecanismos internos, que contém artigos publicados entre os anos e , Ensaios recentes reúne sua produção crítica escrita entre e . Nos 23 textos, destacam-se artigos iluminadores sobre obras que poderiam ser consideradas exauridas de tão célebres, Madame Bovary, de Gustave Flaubert, A morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói, e Os sofrimentos do jovem Werther, de J. W. Goethe, ou a obra de escritores de épocas mais remotas, Daniel Defoe. Neste segundo volume, Coetzee amplia a análise sobre autores que abordou no primeiro, Robert Walser, Philip Roth e Samuel Beckett. Do último, que foi objeto da pesquisa de doutorado de Coetzee, o volume traz quatro ensaios, dedicados a seus romances. Outro autor estudado pelo escritor no início da carreira e retomado neste livro é Ford Madox Ford, tema de sua dissertação de mestrado no Reino Unido. A seleção conta ainda com um belo ensaio sobre Zama, do argentino Antonio Di Benedetto, traz textos sobre os australianos Patrick White e Les Murray, além de um artigo sobre o interessante diário de Hendrik Witbooi, chefe de um dos grupos Khoisan, povos originários da Namíbia, no qual o processo da ocupação europeia pelo interior do continente africano e seu projeto de genocídio. As capas dos dois volumes, baseadas em tipográficas, são de autoria do Estúdio Campo. Os livros saem pelo selo Ilimitada, cujo projeto gráfico é do Bloco Gráfico. A tradução é de Sergio Flaksman e os textos de apresentação são do jornalista Márcio Ferrari. Ambos os volumes trazem índices remissivos com a relação dos autores e obras citados.
#Autor: Coetzee, J. M.; Inglês Flaksman, Sergio; (Introdução) Ferrari, Márcio
#Páginas: 352
#Encadernação: Capa Dura
#Ano: 2020