O segundo livro da trilogia nos leva ao sábado de Aleluia de . Patrick (Paddy) Leigh Fermor, aos dezenove anos, avaliava sua situação, de pé sobre uma ponte no Danúbio, em Esztergom, cerca de quarenta milhas rio acima de Budapeste. Encontrava-se, agora, a meio caminho de seu objetivo, tendo viajado, quase sempre a pé, através da Holanda, Alemanha, Áustria e Tchecoslováquia, seguindo aproximadamente os cursos do Reno e do Danúbio, mas fazendo desvios e excursões alternativas sempre que lhe dava vontade. Viajou, em geral, sob duras condições, convivendo com mendigos, ciganos, fazendeiros e qualquer um que encontrasse nas estradas, mas de vez em quando se abrigava por alguns dias na casa de algum conhecido de índole hospitaleira, nem que fosse só para usar a biblioteca. Da ponte em Esztergom, na fronteira entre a Eslováquia e a Hungria, circundado por um enxame de cidadãos que se preparavam para as cerimônias da Páscoa, ele olhava, pela primeira vez, cheio de expectativa, para as seduções prometidas pela Europa Central – as bravatas românticas dos húngaros, as estranhas lendas e tradições da Transilvânia, a majestade selvagem do próprio Danúbio a fluir através de desfiladeiros, pântanos e florestas em direção ao Mar Negro.
#Autor: Fermor, Patrick Leigh; Inglês Serra, Maria Teresa Fernandes; Serra, MV
#Páginas: 342
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2021