Estação etnográfica Bahia recupera um capítulo fundamental da história dos Estudos Afro-brasileiros que elegeu a Bahia um repositório nacional e continental da “africanidade” entre os anos e . Esse não foi um processo puramente local, dado pela indiscutível abundância das “sobrevivências” culturais africanas na Bahia, mas um produto de relações transnacionais frequentemente desiguais entre “forasteiros” e “anfitriões”, observadores e praticantes do candomblé, intelectuais, políticos, artistas e lideranças religiosas. Como afirma o autor: “No caso do Brasil e mais especialmente da Bahia, a presença e o olhar de pesquisadores estrangeiros e de agendas acadêmicas e políticas estabelecidas em outros lugares não só influenciaram o mundo do candomblé a partir do final dos anos [...], mas se tornaram parte integrante desses fenômenos sociais”. Tais estudos, em contrapartida, tiveram um impacto decisivo na formação do campo de Estudos Africanos nos Estados Unidos e na agenda transnacional dos Estudos de Relações Raciais. (Julio Simões)
Autor: Livio Sansone é professor do Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia, onde fundou e dirige o Museu Afro-Digital da Memória Africana e Afro-Brasileira e a Escola Doutoral “Fábrica de Ideias”. É autor de Negritude sem etnicidade (), La galassia Lombroso () e coorganizador dos livros Projeto Unesco no Brasil: textos críticos (), Raça:
#Autor: Livio Sansone, Julio Simões
#Páginas: 312
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2023