A preocupação tardia com o que Hannah Arendt denominou 'as atividades da vida do espírito' relativas à ação, à ética e à política, toma forma consistente após o julgamento de Adolf Eichmann em Jerusalém. Em A Condição Humana, a filósofa pergunta: 'o que estamos fazendo?' e atesta uma preocupação que perpassará toda sua a obra: a distinção do agir político Já em A Vida do Espírito, ela nos desafia a uma fenomenologização da vida contemplativa, cujo ângulo privilegiado é a visibilidade dos atos e da linguagem. A questão crucial é: o sujeito se singulariza na política, pergunta que nos encaminha a uma práxis ética da visibilidade, a uma ética da responsabilidade pessoal. Assim, Arendt nos convoca a realizar uma constante 'prestação de contas' de nós mesmo, na nossa relação com os outros e com o mundo. Uma ética que abre a possibilidade de reproblematizar o pathos entre self e mundo entre consciência e experiência - os pilares à inspiração de uma nova simbologia ética na política.
#Autor: Assy, Bethania
#Páginas: 256
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2015