Livro Eu que amava tanto o cinema: uma viagem pessoal pel...

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Eu que amava tanto o cinema narra o surgimento do Cineclube Estação Botafogo e sua expansão através do olhar e das memórias de um de seus sócios-fundadores, Marcelo França Mendes. A história do Grupo Estação tem início no Rio de Janeiro, na efervescente década de . Eram os tempos da euforia das Diretas Já, do primeiro Rock in Rio, da abertura do Circo Voador e de tantos outros acontecimentos que transformaram a cultura na cidade. Darks conviviam com hippies, a terceira onda do feminismo crescia e os movimentos negro e LGBTQIA+ (na época chamado simplesmente de “movimento gay”) buscavam formas de se expressar e ganhar espaço.

Nesse ambiente em ebulição, onde se respirava cultura e diversidade, cinco amigos que se reuniam a cada sábado no Cineclube Macunaíma decidiram levar adiante sua paixão pela sétima arte. Sem dinheiro, munidos apenas de vontade e curiosidade, esses jovens viveram a aventura de abrir o seu próprio cineclube. Surgido em , o Coper Botafogo, que no mesmo ano virou Estação Botafogo, era um espaço despretensioso. Mas, em pouco tempo, o Estação iria se transformar em rede de cinemas, distribuidora de filmes, editora e outras tantas coisas. Ao longo de mais de 30 anos, em salas que se espalharam pelo Rio e diversas cidades, gerações de cinéfilos se formaram e mais de 20 milhões de pessoas assistiram a grandes (e também, no melhor dos sentidos, pequenos) filmes.

Em tom de crônica, permeando o texto com referências cinematográficas, Marcelo conduz o texto com fluidez, bom-humor e a empolgação de um jovem que teve a vida transformada pelo cinema. Como escreve o jornalista Arthur Dapieve, “a história de Marcelo Mendes não é apenas a história de Marcelo Mendes, é também a história do Cineclube Estação Botafogo. A história do Cineclube Estação Botafogo não é apenas a história do Cineclube Estação Botafogo, é também a história cultural do Rio de Janeiro nos anos 80. Importantes assim. Não é possível dissociá-las.”

Sobre o autor

Marcelo França Mendes é carioca, bacharel em cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professor licenciado da PUC-Rio. Foi um dos fundadores do Grupo Estação () e conduziu atividades exibição e distribuição cinematográfica, edição de publicações, além da criação de exposições, mostras, retrospectivas e festivais de cinema em mais de três décadas à frente do Grupo. Distribuiu mais de 300 filmes, foi um dos criadores do jornal Tabu () e dos festivais Mostra Banco Nacional de Cinema (-95), MostraRio (- 98) e Festival do Rio (a partir de ), tendo sido diretor de programação de todos esses eventos até . Foi o idealizador da Première Brasil (), um dos principais festivais de cinema brasileiro da atualidade, além de diretor de investimentos da RioFilme. Em , recebeu o prêmio Prata da Casa da UFF, homenagem aos ex-alunos com maior destaque profissional na história da instituição. Hoje, atua escrevendo e desenvolvendo projetos de filmes e séries para cinema, TV e streaming.



#Autor: Marcelo França Mendes
#Páginas: 336
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2022

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