Na Idade Média, acreditava-se que a loucura era consequência do crescimento de saliências ou tumores que se projetavam da testa: dois chifres retorcidos, talvez, expressando o inferno interior da loucura. Foi um tema recorrente na literatura da época, bem inspiração de artistas que procuravam a loucura através daquela imagem inquietante. Não por acaso, pintores El Bosco, Van Hemesen e Bruegel se inspiraram na estranha metáfora, tentando através dela aquela escuridão meridiana que habita a mente humana. Alejandra Pizarnik igualmente sonhou com a pedra da loucura para construir a imagem de sua dor. Provavelmente por isso, “A extração da pedra da loucura” () é sua obra emblemática. A palavra uma visão do eu que se oculta, que se bate e se perpetua, e também se despedaça, abrindo-se em dois lados sem nome que nunca se encontram. Uma ideia quase destrutiva, mas ao mesmo tempo perfeitamente para uma autora que, durante a maior parte da vida, contornou os limites da angústia e se valeu dela para criar. [O livro traz prefácio de Nina Rizzi e posfácio do tradutor Davis Diniz]
#Autor: Pizarnik, Alejandra
#Páginas: 144
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2022