"Foucault e a política dos governados é uma convocação para sairmos da neutralidade, tomarmos posição, fazermos da filosofia um gesto político" O que pode a filosofia quando implode seu trono e desce ao campo de batalha da economia política? Em Foucault e a política dos governados, Sandro Chignola propõe um gesto radical: pensar criticamente contra a monumentalização da obra foucaultiana e os usos domesticados de seus conceitos. Nos ensaios que o livro, o Chignola coloca Foucault em confronto com pensadores Marx, Deleuze, Agamben e muitos outros, para pensar - criticar e radicalizar - temas a soberania, o corpo, o neoliberalismo, a governamentalidade, as formas de vida, a subjetivação, etc. O autor não oferece um sistema ou uma síntese, mas um percurso inquieto, movido pela urgência de repensar os limites da filosofia e sua função política. Ao fazer da crítica uma forma de vida, Foucault e a política dos governados se inscreve no curso de um intervenção filosófica com a criação de outras subjetividades e outras formas de resistência. Pensar com – e contra – Foucault e, nessa dobra, abrir-se a uma ontologia crítica da atualidade: o agora não dado, mas efeito contingente de forças que podem ser reconfiguradas.
#Autor: Chignola, Sandro
#Páginas: 256
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2025