Escrito ora em verso, ora em prosa poética, Gramática expositiva do chão, publicado pela primeira vez em , evoca impressionantes imagens que desafiam o pensamento utilitário e a racionalidade do mundo moderno. Esta edição inclui prefácio da escritora Clarice Freire, além de fotografias e documentos do acervo pessoal de Manoel de Barros. Quinto livro do poeta, Gramática expositiva do chão definitivamente instaurou o estilo narrativo com o qual ainda hoje identificamos Manoel de Barros. Aqui, a natureza e as coisas ínfimas que sua poesia se mesclam à crítica social. Como se não encontrasse um lugar no mundo, o poeta busca se reintegrar a tudo o que não está impregnado de civilização. Logo no título do livro, Manoel une dois elementos aparentemente díspares — a gramática e o chão —, em uma pista de subverte a formalidade da língua, alterando seu significado e uso. De suas singulares estilísticas, surgem os versos que falam mais com o sentimento do que com a razão. Essa percepção de que há importância nas coisas consideradas insignificantes dá unidade a sua escrita, que vem atravessando os anos e gerações de leitores sem perder o vigor e a atualidade. O livro recebeu importantes premiações, o Prêmio Nacional de Poesia e o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal, chamando a atenção de intelectuais e críticos para a obra do poeta. “Preste atenção ao vocabulário de Manoel de Barros. Ele está aqui não porque precisa, mas por vocação. E permanece por amor.” — Clarice Freire, no prefácio deste livro. “Manoel de Barros é um de nossos poetas mais originais de todos os tempos.” — O Globo
#Autor: Barros, Manoel de; (Capista) Ferraz, Regina; Freire, Clarice
#Páginas: 88
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2022