Greve humana é o livro que faz emergir o nome do conceito, da proposta e da percepção de uma subjetivação radical da revolução social, que nasce nos textos da revista francesa Tiqqun () e vem sendo gradativamente construído pelo coletivo de arte Claire Fontaine. A greve humana é um movimento mais geral que a greve geral; seu horizonte é a transformação das relações sociais informais que estão na base da dominação. Na sua indiferença diante de resultados reformistas, não há nenhuma solução brilhante a ser apresentada para sanar os problemas produzidos por aqueles que nos governam, a não ser a palavra de ordem de Bartleby: I would prefer not to. Nascida em uma artista ready-made, da da italiana Fulvia Carnevale com o inglês James Thornhill, Claire Fontaine apropria-se do nome da mais consumida marca de materiais escolares da França, sinalizando sua identidade uma mercadoria todos nós, mas também uma página em branco dedicada a um futuro alternativo. E esta página é dedicada ao pensamento da liberdade, que se desenvolve em uma prática e produção visual-textual constantes. Oito anos depois da primeira parceria da GLAC com Claire Fontaine, a editora retoma a edição do livro Em vista de uma prática ready-made, agora com outro título e Mesmo ano em que a série de neons "Estrangeiros em toda parte" da artista, dá nome à 60° Bienal de Arte de Veneza, que tem curador o brasileiro Adriano Pedrosa, atual diretor artístico do Museu de Arte de São Paulo; a frase, por sua vez, vem do nome de um coletivo antirracista italiano do dos anos . Nesta edição de Greve Humana, diferente das duas antologias publicadas em pelas casas editoriais Diaphanes (França), e Semiotex(e) (EUA), há oito textos inéditos, escritos de a , além da produção de a . O interesse é que a antologia possa ser percebida uma primeira tentativa de gerar a ontologia da greve humana. Além disso, mesmo que todos os 46 textos se organizem em ordem cronológica, é passível reconhecer que uma tríade de sustentação no seu sistema de saberes é, também, uma prática da liberdade de Claire Fontaine: o reconhecimento do ready-made um ser que habita nosso fazer inconsciente diante da racionalização neoliberal; a relação cada vez mais simbiótica entre o artista, sua representação e obra, e a instituição que o faz circular, sempre mercadológica; e, por fim, as asseverações e proposições criadas no calor da hora das mudanças econômicas e das revoltas atuais. As três frentes são, em a metodologia editorial brasileira, criada para gerar certo direcionamento, mas, principalmente, a contextualização necessária ao ambiente político e artístico do país. A edição conta ainda com um post-scriptum, intitulado, "Museu sem instituição", da professora e pesquisadora Fabrícia Jordão, além de "Nota da tradução", de João Gomes e Lucas Parente, e, por fim, um pequeno excerto da GLAC, intitulado "Sobre Claire Fontaine e sua prática da liberdade".
#Autor: Carnevale, Fulvia E Thornhill, James
#Páginas: 320
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2024