O livro "Homem/Natureza/Crença", de uma maneira fenomênica, me proporcionou uma doce volta ao passado da macaúba que acabara de cair ou o sabor indescritível do buriti e dos eternos balanços no jatobá, contemplando o pôr de sol e numa imagem ímpar os mandacarus eternos vigilantes nos garantia a presença da Vida. Porém existem coisas de um valor sem igual que nesse livro, Maria Thereza nos doa, sendo assim... Se abre as porteiras do mundo da vida para tantos, os desconhecidos, os pluralizo, pois parto do seguinte pressuposto que dentre a diversidade da flora da caatinga, no campo branco, onde ao longe uma fina névoa, lembrando uma tundra, mais parecida uma fumaça cinza se apresenta um todo, mas cada é um ser único, que viu Fernando Pessoa, quando disse a cor vermelha é que há na rosa, também o perfume, mostrando-nos a individualidade do "SER", lendo o magnífico livro de Maria Thereza, porque só Maria Thereza? Os franceses adoram isso, serem apresentados pelos nomes. O maior título, essa gigante cientista, mulher, que aqui se fez caatinga, habitou e desvendou diversos dos nossos segredos, digo nossos, pois somos natureza homem crença, que quando olhamos para um angico, esse nome ecoa em nossa memória e nos fala bem mais coisas que a gente possa imaginar, da sua beleza, da sua ajuda remédio, você, quanta história esconde? "Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa". Assim proferiu a frase anterior João Guimarães Rosa.
#Autor: Camargo, Maria Thereza Lemos De Arruda
#Páginas: 176
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2018