Em agosto de , membros do Sonderkommando de Auschwitz-Birkenau, auxiliados pela Resistência polonesa, conseguiram fotografar de forma clandestina parte do processo de gaseamento a que eram submetidos os judeus, operação de extermínio que levou à morte milhões de pessoas.
Trazidas à luz numa grande exposição sobre a memória dos campos em , essas quatro imagens tornaram-se o centro de uma acirrada polêmica que opôs, de um lado, aqueles que eram radicalmente contra qualquer tipo de representação do Holocausto e, de outro, os que defendiam a importância vital de todo registro, entre eles, o autor deste livro.
Em Imagens apesar de tudo, Georges Didi-Huberman faz uma defesa lúcida e apaixonada da imagem forma de resistência, quando se furta à ordem dominante e, longe de se assumir imagem absoluta, capaz de dizer toda a verdade, se apresenta fulgurante e lacunar, abrindo brechas em meio à obscuridade e ao horror. Dialogando com Benjamin, Bataille, Godard e outros, este livro ilumina um nó de questões fundamentais que envolvem a noção de testemunho, o uso dos arquivos, o estatuto do documento visual, a montagem, os múltiplos regimes da imagem e da palavra, e conecta de modo exemplar a ética, a estética e a política.
#Autor: Georges Didi-Huberman, Vanessa Brito, João Pedro Cachopo
#Páginas: 272
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2020