O medo, nosso velho conhecido Entre e – depois de a Primeira Guerra Mundial assolar a Europa –, Sigmund Freud se voltou ao estudo do medo, que viria a se tornar um dos conceitos centrais da psicanálise. Embora já tivesse sido abordado pelo autor em vários textos, é em Inibição, sintoma e medo () que ele consegue, finalmente, articular o funcionamento desse afeto em sua máxima extensão. Até então, era considerado fruto do recalcamento da libido. Aqui Freud vai além e alia sua teoria dos impulsos de vida e de morte à ideia do medo um resquício do processo evolutivo da espécie humana e aos traumas da castração e da separação. O medo do nascimento e da separação da mãe seria o medo ou a angústia primordial, a origem da nossa ânsia por sermos amados. O resultado dessa reflexão é um texto fundamental no desenvolvimento da psicanálise e nas ciências humanas, que toca profundamente dilemas universais do ser humano e sentimentos que nos definem espécie.
#Autor: Sigmund Freud, Renato Zwick
#Páginas: 192
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2016