"Os contos curtos, isentos de estrutura formal –porque rompem com quaisquer medidas de assujeitamento teóricoe evocam, por dentro, a fala negra silenciada –, privilegiam a vivênciae a experiência de mulheres negras violentadas física e psiquicamente.Todavia, o que Miriam Alves traz de diferencial é a perspectiva nãoapenas de registrar, denunciar, mas também de romper, estraçalharas amarras do sistema opressivo, racista, misógino, lesbofóbico paraefetuar o refazimento das subjetividades, a partir de inaceitáveisrelações binárias malogradas às mulheres e das estruturas falocêntricasque permeiam o imaginário social brasileiro. No caminho vivencial das mulheres negras que tomam luga sujeitas – voz-ação –, não há espaço apenas para palavra solta, em descrição ou representação do narrado. Ela (a palavra) semprevem intervenção, com guardiã de um corponegro à deriva, fazendo-se inteira, arredia, destemida, insolente e mordaz." - Assunção de Maria Sousa e Silva
#Autor: Alves, Miriam; Amaro, Vagner; (Contribuições) Meneghetti, Maristela; (Capista) Lia, Dora; Pavan, Iuri
#Páginas: 112
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2021