A Psicanálise praticada e pensada no Brasil é uma mixórdia colonizada, intimidada dos pés à cabeça pelo alemão de Freud, pelo inglês de Winnicott, pelo ilegivês de Lacan, pelo lerolês de Joyce, etc. Nessa embrulhada, nenhuma linha ou voz em brasilês canibalírico – a nossa língua! – capaz de despertar os psicanalistas brasileiros do delírio segundo o qual seus divãs estão situados em Viena, Londres, Paris ou Dublin e não no Sertão Brasil, esse vastíssimo campo discursivo cujos mais-gozares ressaltam de uma a língua sertoma falada em tupi, em português e em iorubá (a seus postos, tambores: tupíportuguêsiorubá!) – a língua sertoma da qual os transmineiros CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE ( – ) & JOÃO GUIMARÃES ROSA ( – ) são os poetas, os profetas, os mistagogos, os bruxos… (Ao lerem esse parágrafo, os psicanalistas brasileiros, dormitando satisfeitos em suas poltronas, engasgam-se com as moscas que engoliram: brasilês canibalírico, a língua sertoma, tupíportuguêsiorubá…)
#Autor: José Marcus de Castro Mattos
#Páginas: 583
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2024