Livro Linhas de cura: ensaios sobre rap, negritudes e out...

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O livro Linhas de Cura faz parte do projeto

musical e literário de Negra Jaque, rapper, e produtora cultural. São

letras de música, algumas pesquisas produzidas

ao longo de seu Mestrado de Arte e Educação

(UFRGS) e poesias feitas em . São vivências

que se cruzam com os diversos projetos e o trabalho

com a palavra, seja ela escrita, falada ou rimada.

Linhas de Cura: rap, negritude e outras formas

de existir é o quarto álbum da artista (que você encontra

no QR Code nesta obra). Livro e EP são um

convite à reflexão “sobre o eu e o nós”, a força de

transgredir e superar desafios.

A cultura hip hop por si só

é protagonista no diálogo com a

juventude. Há 50 anos, influencia

gerações e está presente em vários

campos, entre eles o cultural,

político, econômico e educacional.

Após séculos de violência e

ausência, é fundamentalmente

decisivo que as maiorias minorizadas

sejam narradoras de suas

próprias histórias. Pesquisar sobre

a cultura hip hop, um movimento

prioritariamente negro e

diaspórico, representa o produto

dos saberes emancipatórios iniciados

e orquestrados pelo Movimento

Negro, entendedor da

importância do discurso e de um

potente lugar de fala.

Negra Jaque coordena o Galpão

Cultural – Casa de Hip Hop

em Porto Alegre e atua na rede

nacional Nação Hip Hop Brasil.

“Essa é a arte de operários, criadores

em territórios áridos, do barro

vermelho e da vontade de buscar

um cotidiano melhor.”

Produtora do Bloco das Pretas,

Negra Jaque integra o time de

pesquisadores do primeiro Museu

da Cultura Hip Hop do RS, primeiro

da América Latina. Em Linhas

de Cura, aborda questões que envolvem

ser mulher no Brasil e,

acima de tudo, ser uma mulher

preta. Também, a prática antirracista

encontra no rap um portal de

diálogo para a mudança. “Não se

conformar é a ordem do dia, e de

todos os dias de uma grande parcela

de invisíveis que o Brasil teima

em esconder.”

TRECHO

“Em qualquer lugar

pode crê somos da rua

o rap é gaúcho

e a saga continua

sigo minha métrica


mas a poesia é preta

e vem do gueto

inicia cena

primeiro ato

aqui não são atores

nem atrizes

nesse palco

mesmo que a função

cause impacto

não dá pra esconder

que eu tô aqui

e isso é fato”

Carta aos meus

(Negra Jaque)

#Autor: Negra Jaque
#Páginas: 76
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2023

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