Luísa traz a história de uma mulher que intriga e fascina personagens e leitores há décadas.
A personagem que dá título ao livro é definida — ou indefinida — ao leitor por meio das impressões e das memórias de cinco narradores: Raul, o amigo gay; Rogério, o ex-chefe apaixonado; Sérgio, o ex-amante; Marga, a amiga idealista; e Mário, o ex-marido. Ambientado em São Paulo no final dos anos , época de efervescência social e política, o cenário principal é a redação da revista em que Luísa atuava diretora de arte. Lá, despertou a paixão de Rogério, apaixonou-se pelo colega Sérgio e conviveu com o impagável Raul. Próximos a ela também eram Marga, sua amiga desde a juventude, que testemunhou o amor que, anos antes, Luísa dedicara a Paulo, um crítico do governo militar que punha a militância acima do relacionamento e terminou assassinado, e Mário, engenheiro bem-sucedido que ofereceu a Luísa a segurança da qual ela acreditava necessitar. Mas quem, afinal, é a verdadeira Luísa?
Luísa (quase uma história de amor), publicado originalmente em e vencedor do Jabuti de Melhor Obra de Ficção no ano seguinte, é o romance de estreia da premiada escritora e dramaturga Maria Adelaide Amaral. Esta reedição inclui o texto de apresentação de Caio Fernando Abreu e uma carta inédita da autora aos leitores.
MOTIVOS PARA LER ESTE LIVRO
1. O romance foi vencedor do Prêmio Jabuti de Melhor Obra de Ficção de .
2. Maria Adelaide Amaral já era consagrada no teatro quando estreou na literatura com Luísa. Sua carreira na dramaturgia teve início em , e várias de suas peças foram agraciadas com os prêmios Molière, Mambembe e Apetesp, De braços abertos (), que venceu os três em mais de uma categoria.
3. Luísa apresenta uma história com foco narrativo múltiplo (são cinco narradores), gerando visões diferentes, mas da personagem-título. Com isso, Luísa surge ao leitor à medida que a leitura avança e sempre a partir do olhar do outro — olhar que muitas vezes revela mais sobre o respectivo narrador do que sobre ela. É o grupo, portanto, que dirige o olhar de quem lê sobre um único indivíduo, a protagonista ausente, que se apresenta fragmentada através dos fatos que cada um rememora — recurso que a autora emprega de maneira precisa e perspicaz.
4. Assim Maria Adelaide, os personagens são da geração que vivenciou o golpe militar no Brasil e a instauração da ditadura. O texto apresenta, com isso, a subjetividade política e intelectual dos que, de alguma maneira, participaram da luta clandestina ou a apoiaram. O livro também pode ser lido o retrato de uma geração em crise.
5. Essa nova edição inclui uma nota inédita da autora para os leitores e uma apresentação escrita por Caio Fernando Abreu.
ELOGIOS
“Do jornalismo, Maria Adelaide Amaral trouxe a vivência do texto enxuto, rápido, capaz de sintetizar em meia dúzia de palavras e um mínimo de adjetivos o que, para outros autores, seria difícil de dizer em várias páginas. Do teatro, guardou o diálogo vivo, nervoso, ágil, essencial. Mas Luísa (quase uma história de amor) não é jornalístico nem teatral: é literário na maneira surpreende o por-trás-da-vida de um jeito que nem o texto jornalístico nem o teatral, com suas inevitáveis objetividades e explicitudes, seriam capazes de expressar.” — Caio Fernando Abreu
SOBRE A AUTORA
Maria Adelaide Amaral nasceu em na vila de Alfena, região metropolitana do Porto, em Portugal, e mudou-se aos 12 anos para São Paulo, onde mora desde então. Formou-se em Jornalismo e é autora de mais de vinte peças teatrais, dos romances Luísa, Aos meus amigos, O bruxo e Estrela nua, e de diversos outros livros. Trabalhou na TV Globo por 32 anos, onde foi autora de minisséries e novelas de grande sucesso. Com uma obra rica e extensa e dezenas de prêmios, é membro da Academia Paulista de Letras desde .
#Autor: Maria Adelaide Amaral, Karina Freitas, Caio Fernando Abreu, Fabiana Yoshikawa (Capista)
#Páginas: 208
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2023