“O novo modo do eterno consiste em passar”, escreve Jacques Rancière, a certa altura deste livro. E prossegue: “Se a eternidade não faz senão passar [...] a forma é forma de uma pura passagem e é, ao mesmo tempo, momento de uma história das formas”. Estas são apenas duas formulações luminosas do pensamento deste que é um dos mais agudos filósofos contemporâneos, dos raros capazes de pensar o mundo a partir da experiência estética, e não contra ou fora dela.
Em Mal-estar na estética, publicado na França em , na esteira de A partilha do sensível, livro que deslocou de forma profundamente inovadora o debate sobre as relações entre estética e política, Rancière se contrapõe a algumas das principais correntes críticas das últimas décadas (particularmente, às teorias de Alain Badiou e Jean-François Lyotard) ao mesmo tempo em que aprofunda suas investigações sobre o que constitui uma obra de arte e que relações esta entretém com o conjunto da vida social.
Neste, em outros livros do autor, salta à vista sua capacidade de pensar a política em estreita conexão com as artes, pois — ele observa na apresentação escrita especialmente para a edição brasileira — o que o termo “estética” designa não é uma fruição elitista, mas “uma promessa de por todos os humanos.
#Autor: Jacques Rancière, Gustavo Chataignier, Pedro Hussak
#Páginas: 144
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2023