Manoel de Oliveira é um caso prodigioso da arte portuguesa contemporânea. Desde logo, pela extensão e importância do seu trabalho cinematográfico, que em cultivando o cinema de vanguarda, continua em inventando o neorrealista, regressa em propondo uma espécie de nouvelle vague, e, sobretudo, a partir de e do grande Amor de Perdição, realizando dezenas de longas-metragens com uma qualidade de inovação que foi merecendo um progressivo reconhecimento internacional.O seu princípio mais importante talvez seja o de tratar a vida teatro, no sentido em que a vida é já representação, e nada pode existir sem os elementos convencionais que lhe dão sentido: se com o teatro se acede à realidade, sem ele fica-se reduzido à natureza. Portanto, o teatro torna-se a verdade do cinema.Manoel de Oliveira propõe formas de representação que exibem as convenções da representação, expondo a artificialidade que faz parte íntima da experiência humana - e criando assim uma arte constantemente surpreendente. - Fernando Cabral Martins, Universidade Nova de Lisboa
#Autor: Junqueira, Renata Soares
#Páginas: 312
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2010