No momento em que, no dia 25 de abril de , entregava o Poder ao general António de Spínola, Marcello Caetano assumia a sua derrota pessoal Presidente do Conselho, no termo de um consulado atribulado e feito de esperanças e desilusões, num permanente equívoco assente em equilíbrios impossíveis entre evolução e continuidade.
Mas o que derruía não era, nem apenas nem sobretudo, o seu projeto, mas o próprio sistema político que ele ajudara a construir, do qual fora um dos principais teóricos, e em cujo percurso se empenhara convictamente ao longo de dezenas de anos. Com ou sem Marcello Caetano, o Estado Novo cairia sempre. Porque já estava praticamente morto, esgotado.
#Autor: José Manuel Tavares Castilho, Marcelo Rebelo de Sousa
#Páginas: 988
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2012