A obra conquistou prestígio e foi publicada em diversos países, entre eles França — onde ganhou elogios da escritora Colette —, Espanha e Japão, e considerada um best-seller em sua época.
Ao contar sua história para um padre, Margarida La Rocque, nascida numa pequena aldeia na França, no século XVI, deseja “lavar o espírito de recordações aterradoras”, a pela profecia que a desde o nascimento, a de que conheceria o inferno em vida. Prossegue narrando o casamento com o aventureiro Cristiano, que partiu numa expedição à América e não retornou, e a decisão de, ao lado da ama Juliana, embarcar numa viagem ao mesmo destino, a fim de obter notícias do marido. No trajeto, envolveu-se com o tripulante João Maria, sem medir consequências.
Descoberta a falta, a punição: o exílio de Margarida, Juliana e João Maria em uma ilha remota e misteriosa, conhecida “ilha dos demônios”. O que nos primeiros dias pareceu uma aventura romântica e exótica desenrolou-se com ares de pesadelo, arrastando Margarida a um vórtice de paixão, medo, culpa e loucura, com a presença de criaturas tão fascinantes quanto assustadoras e um desfecho espantoso. Teria se cumprido a profecia?
Publicado em , Margarida La Rocque, o segundo romance de Dinah Silveira de Queiroz, trilha um caminho i ao evocar relatos de viagem quinhentistas, literatura fantástica e terror psicológico, provando ser mais uma obra essencial para conhecer o inegável talento dessa autora.
QUEM FOI DINAH SILVEIRA DE QUEIROZ?
Nasceu em , na cidade de São Paulo, em uma família profundamente dedicada às letras. Seu primeiro livro, Floradas na serra, lançado em , tornou-se de imediato um best-seller — a primeira edição esgotou-se em pouco mais de um mês. A obra de Dinah abrange romances, crônicas, contos, artigos e dramaturgia — e a ficção científica nacional teve na autora uma pioneira, uma vez que foi das primeiras escritoras a publicar dois livros de contos nesse gênero: Eles herdarão a terra () e Comba Malina (). Faleceu em , aos 71 anos.
POR QUE LER ESTE LIVRO?
• Mesmo tendo sua última edição lançada na década de , permanece celebrado entre os leitores de Dinah Silveira de Queiroz.
• A obra, com características do estilo fantástico, pode ser considerada um sopro de originalidade em seu tempo: no fim da década de , prevaleciam narrativas da fase regionalista do Modernismo, orientadas para a crítica social.
• Margarida La Rocque é um exemplo da versatilidade de Dinah: a autora transitou com sucesso por todos os gêneros: o romance e o romance histórico, a fantasia, a ficção científica, o conto e a crônica.
• Ao se transportar para o século XVI e para o contexto das grandes navegações europeias, Dinah constrói uma narrativa repleta de tensão psicológica sem perder de vista o encadeamento de uma boa história — é o tipo de livro viciante e envolvente, em que o leitor percorre as páginas ávido por saber o desfecho.
#Autor: Dinah Silveira de Queiroz, Joice Trujillo, Ana Cristina Steffen, Marcelo Maluf, Fabiana Yoshikawa (Capista)
#Páginas: 208
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2022