Maria Firmina dos Reis () foi uma mulher incrível, daquelas tão improváveis, mas só possíveis de existirem no século XIX. Ela viveu por 92 anos e, assim, atravessou quase um século assistindo a impérios caírem, repúblicas se erguerem e quilombos a afrontá-los. Maria Firmina presenciou os horrores da escravidão desde a infância, pois era neta de uma africana alforriada e filha de uma mestiça “forra”, mas também pôde cantar em hinos as liberdades sobrevindas da abolição. Portanto, ela testemunhou intimamente o processo de violência do sistema social de transformação de pessoas negras africanas - e de sua descendência - em “cidadãos brasileiros” do pós-abolição. O presente livro de Régia Agostinho da Silva é o “resultado presente” da sua tese de doutorado, defendida em , na Univer-sidade de São Paulo (USP). Vocês farão, sem dúvida, um intenso e profundo mergulho - proporcionado pela his-toriadora admirável que é Régia Agostinho da Silva - na história da vida e do tempo dessa intelectual insurgente e dessa artista potente e pioneira da cena cultural brasileira que foi Maria Firmina dos Reis. - Luciana Diogo
#Autor: Agostinho, Regia
#Páginas: 276
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2025