Nos poemas aqui reunidos, a memória assume a dupla função de método e mecanismo. Como método, faz com que uma voz tome para si essa matéria aquosa, líquida, por vezes transparente e turva, para investigar e criar. Já na posição de mecanismo, a memória se torna o próprio motor dessa operação, propulsão e maquinação do ato criativo.
Com essa força, as águas se abrem – dos oceanos que separam Brasil e Japão à do corpo – na difícil tarefa de narrar ou, quem sabe, materializar uma história ao mesmo tempo pessoal e coletiva, pois as mãos de uma imigrante ou de uma criança podem sempre segurar as mãos do outro.
#Autor: Rafaela Tavares Kawasaki, Bárbara Tanaka, Guilherme Conde Moura Pereira, Lucí A Guerra, Bárbara Tanaka (Projeto gráfico), Bárbara Tanaka (Diagramador)
#Páginas: 112
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2025