Observando o processo de criação e estabelecimento de novas vilas e povoações, este trabalho a elaboração de uma política no campo da urbanização levada a cabo na capitania de São Paulo entre os anos de e .
No urbano, mesmo quando há projeto, a sua materialização é sempre um processo. Este trabalho assume de maneira inequívoca a apresentação dos processos de criação urbana na sua dimensão mais abrangente, que é a da própria história. Mas não se trata da mera narrativa cronológica da criação das vilas e povoação. Ao contrário, a intenção declarada da autora é questionar sobre os procedimentos e métodos, sobre se deu o processo, em que circunstância, com que agentes, com que meios, com que resistência, com que conflitos. E muito houve. Como bem disse o próprio Morgado de Mateus: “Não há coisa tão dificultosa de conseguir e que necessite de tanto trabalho e paciência é povoar e fundar estabelecimentos”.
O trabalho de Maria Fernanda Derntl com a leitura do quadro mais amplo dos territórios do império português e do papel desempenhado pelas cidades e pelo urbanismo. Este livro segue abordagem dos territórios da capitania de São Paulo, que já no título enfrenta a questão primordial do também processo de reestruturação da capitania restaurada em , vendo nesse contexto o papel fundamental desempenhado pelas frentes de urbanização que efetivamente redesenham o seu território.
Renata Klautau Araújo, Universidade do Algarve
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Sobre a autora: Maria Fernanda Dorntl é doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB).
#Autor: Maria Fernanda Derntl, Hugo SEGAWA, Heloísa Liberalli Bellotto (Orelha), Renata Klautau Araújo (Orelha)
#Páginas: 280
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2013