Não foram muitos: nove, no total, desde Frost, o romance de estreia (), ainda inédito no Brasil, a Extinção, de . E um deles é considerado o maior prêmio literário da Alemanha: o Büchner. Alguns, pelo menos, foram dotados de uma soma - decerto bem-vinda, ainda que insuficiente - em dinheiro. Mas estamos falando de Thomas Bernhard. E o que ele tem a dizer sobre prêmios literários, em especial sobre aqueles que lhe foram outorgados ao longo da carreira, nem sempre é muito lisonjeiro. Meus prêmios, obra que Bernhard preparava para publicação pouco antes de morrer, em , reúne nove relatos, três discursos e a carta em que o autor explica seu desligamento da ilustre Academia de Língua e Literatura de Darmstadt, a instituição que concede o cobiçado prêmio Büchner. No livro, Bernhard relata a rotina muitas vezes hilária da concessão e da outorga de prêmios literários, muitos dos quais o escritor foi receber em da tia septuagenária. Ainda que não se trate de obra de ficção, a escrita de Meus prêmios revela o Bernhard afiado de sempre, revisitando aqui e ali algumas das passagens mais brilhantes de sua obra ficcional, O sobrinho de Wittgenstein (Rocco, ), ou autobiográfica, Origem.
#Autor: Bernhard, Thomas; Tellaroli, Sergio
#Páginas: 112
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2011