Grande Prêmio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores
Prêmio Transfuge de Melhor Livro Lusófono
Prêmio de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues
Prêmio Eduardo Lourenço
Prêmio PEN Clube Português de Narrativa
Prêmio Literário Fernando Namora
Prêmio Médicis Étranger
Um hino à empatia e ao que nos faz humanos, um relato a um só tempo doce, brutal, irônico e amável sobre a vida que se vive até o fim. Inesquecível.
Residente de um lar para idosos, uma mulher registra, em um pequeno gravador de voz, o diário de seu último ano de vida. Sua filha, autora deste romance, transcreve essa memória, atribuindo-lhe força literária na forma de um condensado de incrível vitalidade, ironia, revolta e fé na vida.
A história se passa no Hotel Paraíso, e a conhecemos por meio do olhar de Maria Alberta Nunes Amado, a dona Alberti, figura extraordinária, de notável, que narra os principais acontecimentos do local: as visitas, quem chega para ficar, quem parte (e quem tenta fugir), a convivência com as amigas mais próximas, com outros moradores e cuidadores - tudo permeado por sua curiosidade inesgotável, por sua pulsão de vida e pela força de sua mente, na contramão do corpo que, às vezes, insiste em fraquejar.
Maria Alberta personagens que desfazem qualquer ideia maniqueísta que se possa ter sobre lares esse e seus habitantes, pessoas demasiado humanas em suas contradições, vivências, medos e anseios, gente que, mesmo com pouco futuro pela frente, ainda sonha.
Imersos no Hotel Paraíso, somos impelidos a refletir sobre a condição humana em tempos incertos, sobre a velhice, os momentos fugazes da velhice e seus becos sem saída. Misericórdia é, entre tantas outras coisas, um diálogo entre a força e a fragilidade, o que se vive e o que se escreve, o que se sabe e o que se intui.
#Autor: Lídia Jorge
#Páginas: 384
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2024