Johann Gottlieb Fichte () tornou-se professor em Jena no verão de . Tinha apenas 32 anos. Colocando toda a sua verve a serviço do evangelho da razão prática, suas primeiras preleções públicas versaram sobre o ethos do erudito e da formação universitária. Elas suscitaram a admiração de estudantes Hölderlin, para quem Fichte já era "a alma de Jena", mas também o ódio de autoridades civis e religiosas, para as quais ele não passaria de um plebeu arrogante, "democrata" e "jacobino". Num gesto de autodesagravo, logo reuniu suas cinco primeiras preleções num pequeno livro, O destino do erudito (), pois era preciso calar os detratores. No semestre seguinte, Fichte mal pôde retomar seu curso público, pois a escolha de oferecê-lo nas manhãs de domingo foi tomada um descarado intento de concorrer com o serviço religioso. Tudo o que restou dessas preleções está aqui traduzido, ao lado de importantes escritos que documentam as reações de Fichte a tantos ataques, inclusive das ordens estudantis, não só à sua pessoa, mas sobretudo à liberdade acadêmica.
#Autor: Fichte, Johann Gottlieb
#Páginas: 200
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2019