Em maio de , Virginia Woolf publicava uma de suas obras mais célebres: Mrs. Dalloway. O romance Clarissa Dalloway, eternamente lembrada por leitoras e leitores aquela que suas próprias flores e anfitriã de uma grande festa. Embora Woolf costumasse se desapegar rapidamente de seus textos após finalizá-los, Mrs. Dalloway permaneceu em sua mente por mais tempo do que o habitual. Não por acaso, durante o processo de criação do romance, ela escreveu outros sete contos que se desdobram a partir da atmosfera da festa de Clarissa. Esse gesto revela uma espécie de fascínio — talvez uma obsessão — pela “teatralidade da festa”, aponta Ana Carolina Mesquita, tradutora da Coleção Virginia Woolf, na apresentação de Mrs. Dalloway em Bond Street, um dos textos que retomam a essência do romance. Com diversos temas e questões pertinentes ao momento de pós-guerra em que a escritora se inseria, a obra se tornou uma grande referência para aqueles que são apaixonados pela literatura woolfiana. É por isso que a Nós publica essa nova tradução: Virginia Woolf nos lembra de olhar para borboletas, ainda que aviões de guerra sobrevoem nossas casas. Não um escapismo, nem para ignorar ameaças bastante concretas. Mas porque a vida não é nem só aviões, nem só borboletas: a vida é intercessão incessante, um movimento contínuo que segue resistindo e cedendo, contra todas as nossas previsões.
#Autor: Woolf, Virginia
#Páginas: 240
#Encadernação: Brochura Costurado
#Ano: 2025