Leitura obrigatória do vestibular da Fuvest
Em , um ano após o lançamento de Nebulosas, um crítico português de renome considerou que os versos do livro mais pareciam “trabalho de um poeta de do que estrofes saídas da pena de uma senhora”. A observação dá a medida do espanto que causou a obra de Narcisa Amália, publicada em , quando tinha apenas vinte anos de idade, e da resistência que encontrou.
A presente edição procura resgatar do esquecimento a obra dessa poeta singular, abolicionista, republicana e feminista, pioneira em vários campos. Para isso, foi feito um cotejo minucioso com o texto da primeira edição de , o que permitiu recuperar a divisão original do livro em três partes e o sentido de muitos versos, obscurecido pelo acúmulo de erros em sucessivas publicações.
O volume conta com uma apresentação da historiadora e socióloga Maria de Lourdes Eleutério, que situa a escritora e sua obra no quadro das ideias e das disputas políticas do Brasil à época, analisando a recepção de Nebulosas no meio literário de então. Todos os poemas do livro são por notas, glossário e um que oferece chaves de leitura para o seu entendimento.
Completam a edição o prefácio original de Pessanha Póvoa, a crítica de Machado de Assis feita no ano de seu lançamento (), o ensaio “A mulher no século XIX”, de Narcisa Amália (), e dois poemas adicionais de sua autoria, “Perfil de escrava” () e “Por que sou forte” ().
#Autor: Narcisa Amália, Maria de Lourdes Eleutério
#Páginas: 304
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2025