Polêmico, este livro parecerá apenas acréscimo. A psicanálise tem um inimigo: a religião , escandalosa equivalência cuja definição Lacan havia dado. Doravante, o texto de Lacan, com frequência percebido legado do pai morto, mais que a letra viva a ser trasmitida, se resolvesse ideologia ou logomaquia escolástica. Este livro nada mais é, portanto, que uma operação de desnudamento, de desobstrução da estrutra do sentido que tolhe a transmissão da psicanálise, com o que isso faz sobressair possibilidade de leitura nova do texto, texto do analisante, texto da história deste século. Então, serão expostos a crítica, sucessivamente e num escândalo mantido, diversos -ismos que, de modo algum, a psicánalise tem por missão aceitar ou agregar: um certo lacanismo que se tornou pronto-pra-não-pensar, o institucionalismo das instituições psicanalíticas, um certo feminismo, sonho de integração das mulheres, um judaísmo que está perdendo sua língua. Isso não se dará sem que, igualmente, nos últimos capítulos, seja questionado o Mal-estar na civilização.
#Autor: Robert Lévy, Sandra Regina Felgueiras, Claude Dumézil
#Páginas: 319
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2004