O Estado obra de arte foi originalmente publicado em a primeira parte de A cultura do Renascimento da Itália, livro mais influente do historiador suíço Jacob Burckhardt (-97) e referência obrigatória sobre um dos períodos capitais da história do Ocidente. O autor explica a tumultuada política italiana entre os séculos XIV e XVI a partir da constatação de que os tiranos e déspotas que arrebataram o poder nos pequenos Estados da península, então divididos entre as influências antagônicas do Papado e do Sacro Império Romano-Germânico, passaram a conceber as estruturas estatais “produto da reflexão, criações conscientes, embasadas em manifestos e bem calculados fundamentos” - isto é, à maneira das obras de arte projetadas por criadores geniais Rafael Sanzio (), Boticelli (c. ) e Leonardo da Vinci (), não raro contratados para embelezar os suntuosos palácios construídos por esses soberanos. Segundo Burckhardt, os novos governantes da península, embora mais interessados em enriquecer, perpetuar-se no poder e eliminar - quase sempre com extrema violência - as forças de oposição, inspiraram-se nas realizações políticas dos antigos gregos e romanos e, aconselhados por intelectuais da estatura de Maquiavel () e Baldassare Castiglione (), acabaram lançando as bases institucionais do Estado burocrático moderno.
#Autor: Burckhardt, Jacob; Tellaroli, Sergio
#Páginas: 128
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2012