Em , Sigmund Freud () publicou O futuro de uma ilusão, que se tornaria um de seus textos mais difundidos. Endereçado a seu amigo e reverendo protestante Oskar Pfister, a obra consiste numa reflexão sobre o hábito de as pessoas se voltarem à religião em busca de soluções para problemas terrenos. Freud, que se autodenominava judeu ateu, não acreditava na religião – “a neurose obsessiva universal da humanidade” – forma de apreensão do mundo; aqui ele demonstra que ela depende de sentimentos infantis não resolvidos e mais: é a culpada pela atrofia intelectual da maior parte dos seres humanos. Dois anos depois, em , volta ao tema e aprofunda sua reflexão, dessa vez estendendo a análise para a cultura em geral. Em O mal-estar na cultura (publicado em ), já mais pessimista, vê o desamparo infantil estando na gênese do sentimento religioso do adulto, e a cultura (ou a civilização) algo que exige o recalque de sentimentos espontâneos. O mal-estar estaria não só na base da religiosidade, mas seria fundação do nosso próprio estado de cultura. Eis aqui, pela primeira vez traduzidos diretamente do alemão e reunidos num mesmo volume, dois dos textos sociais de Freud, intérprete da humanidade, tão influentes hoje quanto à época de sua publicação.
#Autor: Sigmund Freud, Renato Zwick
#Páginas: 208
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2018