Os alertas contra o regime russo liderado por Putin há muito tempo denunciavam que Moscou se preparava para a guerra. Em fevereiro de , o conflito de fato teve início, com a invasão do território ucraniano pelas tropas russas. Se não havia motivo para se surpreender com a violenta decisão do Kremlin, cabe, no entanto, uma importante pergunta: as lideranças ocidentais permitiram que essa situação ocorresse?
Em O grande confronto, o membro do parlamento europeu Raphaël Glucksmann reage a essa questão fundamental. E a resposta é chocante: além da covardia de alguns – que toleraram as ingerências de Putin para evitar um conflito aberto –, parte da elite política da Europa e dos Estados Unidos se deixou corromper. Líderes alemães, italianos, franceses e norte-americanos colocaram seus interesses pessoais acima dos interesses coletivos de seus Em vez de trabalharem para uma transição energética livre de fósseis, preferiram tornar suas nações dependentes dos recursos da Rússia, petróleo e gás, em troca de um assento no conselho das estatais russas e de uma aposentadoria recheada.
Glucksmann identifica esses políticos por nome, revelando os acordos políticos e econômicos obscuros que permitiram a Putin e a um conjunto de mafiosos russos fortalecerem seu poderio militar e sua influência. O autor argumenta que é hora de resistir a essa tirania. A descarbonização da economia, além de ser um imperativo ambiental, agora se torna uma arma de guerra.
O grande confronto é uma leitura imprescindível para uma melhor da real dimensão dos desafios do nosso tempo.
“Em seu novo livro, o parlamentar europeu Raphaël Glucksmann descreve a Rússia vem se infiltrando em nossas democracias – e em nossas mentes – há anos. Vertiginoso! ”
Axel Gyldén, L'Express
“Vinte anos de prevaricação e desde que o líder do Kremlin chegou ao poder, em , precederam esse momento decisivo, escreve Raphaël Glucksmann em seu recente livro O grande confronto.”
Isabelle Mandraud, Le Monde
“Estamos em uma época de guerra e bipolaridade. Podemos ter desejado um 'relacionamento estratégico' com Moscou, mas a Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de , está travando uma guerra híbrida contra nós, o 'Ocidente', cujo fim ela jurou, apostando em suas fraquezas internas, conforme relatado no excelente livro do eurodeputado Raphaël Glucksmann, O grande confronto.”
Laure Mandeville, Le Figaro
“O que quero dizer é que, por mais de 20 anos, por meio da corrupção, do financiamento de movimentos extremistas e da manipulação de informações, o regime russo tem procurado desestabilizar nossas democracias por meio de uma guerra híbrida.”
Raphaël Glucksmann, em entrevista ao jornal La dépêche
“Em poucas linhas, Raphaël Glucksmann nos diz tudo sobre a grande renúncia dos políticos – à frente da matilha – diante dos muitos desafios dos quais o Ocidente está se dando conta tardiamente, depois de décadas de cegueira: trolls nas redes, interferência eleitoral, ataques cibernéticos contra infraestruturas críticas, canais de TV de desinformação, assassinatos de oponentes em território europeu, expedições de mercenários russos na África...”
Emmanuel Beretta, Le Point
“Sejamos claros: nosso relacionamento com a Rússia de Putin não é mais uma questão de política externa. (...) É hora de a Europa ir além da ingenuidade e do irenismo e de se tornar adulta.”
Raphaël Glucksmann, na Tribune libre do jornal Nice Matin
#Autor: Raphaël Glucksmann, Julia da Rosa Simões
#Páginas: 160
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2023