Szymon Neuman é um viúvo de guerra. Com a filha de 5 anos, deixa para trás sua Budapeste natal para morar em São Paulo. No novo país, r a vida, casa-se com a pernambucana Brenda Novinsky, união de que nascerão Boris e Anita, nos anos . A história poderia parar aqui. Mas esse é apenas o a designação dos protagonistas, o descortino dos cenários e das circunstâncias. Os anos vão sacudir o mundo, congelado pela Guerra Fria. Mas na casa dos Neuman a temperatura é incandescente. O patriarca sonha com uma vida estável, em que nada falte aos filhos. Brenda quer um lugar ao sol para a humanidade. Hana acredita na ciência, mas perscruta a história, que engolira sua mãe num campo da Polônia. Boris volta perturbado de um programa juvenil em Israel. Numa longa corrida de recuperação, vai se revelar no mundo – China, Estados Unidos –, depois de estarrecer o Recife dos anos de chumbo. Anita, que sonha com uma sociedade socialista, não encontra resposta aos seus anseios no sionismo. Os anos trarão descendentes que, incrustados em Higienópolis, ecoam dores e incertezas. Do apartamento do Recife, Szymon e Brenda assistem, entre fascinados e perplexos, às evoluções da família e da história. Adianta querer entender as maquinações do destino? Em quantas gerações se diluem as consequências de um sumiço de guerra? Atormentado pelas mensagens que lhe chegam do soldado Shavitt, Boris é refém da clarividência. Flertando com a política desde a adolescência, Anita vive as contradições do amor incondicional pela esquerda. E Hana, quem poderia esperar que uma intelectual europeia pudesse tomar uma decisão tão surpreendente? O Halo Âmbar encerra dor e beleza, cores e temperos. Nitidamente, os personagens escreveram suas histórias à revelia da vontade do autor. Nele, o universalismo judaico é visto e vivido de várias formas.
#Autor: Dourado Filho, Fernando
#Páginas: 464
#Encadernação: Brochura Com Orelhas
#Ano: 2023