Em , mais de 7 milhões de pessoas morreram de câncer em todo o mundo. Nos Estados Unidos, uma de três mulheres e um de dois homens desenvolverão essa doença durante a vida. Em alguns países, o câncer será a causa de morte mais superando as doenças coronarianas. Mas, afinal, o que é essa doença? “Quem” é o câncer? O primeiro registro da doença é um papiro egípcio do século VII a.C. No entanto, são raras as referências ao câncer antes do século XIX, já que as pessoas morriam de flagelos para os quais existe tratamento hoje, tuberculose, cólera, varíola, peste ou pneumonia. Com o prolongamento da vida humana, o câncer foi levado para o primeiro plano, tornando-se a doença mais temerosa da civilização moderna, o que justificou, na segunda metade do século XX, a intensificação da batalha épica da medicina contra um mal cuja causa era desconhecida. Oncologista que depara diariamente com o drama de seus pacientes, Siddhartha Mukherjee traça em O imperador de todos os males uma “biografia” profundamente humana do câncer. Ele narra em detalhes as etapas do processo cheio de idas e vindas da pesquisa da doença, as promessas de vitórias e as recaídas, as radicalizações temerárias de tratamentos a mastectomia e a quimioterapia, e a importância tardia dada à prevenção, que levou a avanços o exame de Papanicolau e o ao fumo. Em linguagem acessível, Mukherjee revela os notáveis resultados da recente pesquisa genética, que desvendam o mecanismo íntimo da doença e vão sendo paulatinamente incorporados ao tratamento. Tudo isso numa linguagem que tem a precisão do cientista e a paixão do biógrafo que não esconde sua admiração por um mal capaz de assumir muitas formas e que está à nossa frente na corrida pela imortalidade.
#Autor: Mukherjee, Siddhartha; Vargas, Berilo
#Páginas: 648
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2012