Tratar a memória coisa viva, bicho inquieto: assim faz Eduardo Galeano quando escreve. Sua memória pessoal e a nossa memória coletiva, da América. Quando escreve, ele mostra que a história pode - e deve - ser contada a partir de pequenos momentos, aqueles que sacodem a alma da gente sem a grandiloquência dos heroísmos de gelo, mas com a grandeza da vida. Assim é este O livro dos abraços. Em suas andanças incessantes de caçador de histórias, Galeano vai ouvindo tudo. O que de melhor ouviu ele transforma em livros este, onde lembra são grandes os pequenos momentos e eles vão se abraçando, traçando a vida. Abra este livro com cuidado: ele é delicado e afiado a própria vida. Pode afagar, pode cortar. Mas seja for, a própria vida, vale a pena.
#Autor: Eduardo Galeano
#Páginas: 272
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2016