No “espaço apertado” entre a experiência mística falha e a consciência do poeta em relação à linguagem é que Alphonsus realiza a sua poesia, demonstra Eduardo Veras neste livro. Os dois polos se conjugam: a experiência mística se faz i exatamente porque mediada pela consciência da linguagem. Veras aproxima esse duplo da poesia de Alphonsus do que Hugo Friedrich denomina a “despersonalização” do poeta moderno. Alphonsus pode e deve, portanto, ser aproximado de Baudelaire, Mallarmé, George e Cruz e Sousa, não repetidor de traços estilísticos, mas autor de uma obra que encarna uma “...vivência particular e i da agonia que caracteriza a poesia de seu tempo.” E, por esse movimento da análise, o autor faz de Alphonsus de Guimaraens nosso verdadeiro contemporâneo.
#Autor: Veras, Eduardo Horta Nassif; Ricieri, Francine Fernandes Weiss; (Outros) Freitas, Marcus Vinicius de
#Páginas: 120
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2016