Nome central da poesia lusófona do século XX, vencedor do prêmio Camões, Eugénio de Andrade deixou sua marca com uma poesia apaixonante, feita de luminosidade e transparência. Nos poemas de Eugénio de Andrade, cuja produção vai da década de a , o desejo ocupa espaço central. É se o erotismo, no sentido mais amplo da palavra, fosse sua maneira de e de se relacionar com o mundo: o sorriso é o convite, a entrega que torna todas as coisas possíveis, e o oposto disso seria o desprezo, a mudez, a falta de interesse. No poema “Quase epitáfio”, ele diz: “Amei o desejo/ com o corpo todo.// Ah, tapai-me depressa./ A terra me basta./ Ou o lodo.” Esta edição é uma oportunidade para se conhecer uma das vozes mais fascinantes da literatura de língua portuguesa, até então pouco difundida entre os leitores brasileiros. Ao abordar a fragilidade, o desejo homoerótico e o arrebatamento provocado pela paixão, o poeta trata também da solidão e do significado de estar vivo. “Da beleza, da bárbara/ orgulhosa beleza, quem sabe defender-se/ sem medo do coração lhe rebentar?”
#Autor: Eugénio Andrade, Eucanaã Ferraz, Eucanaã Ferraz, Victor Burton (Capista)
#Páginas: 320
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2026