Os deuses estão em todas as partes. Ora se mostram, ora se escondem. São mais secretos e silenciosos do que excêntricos, explícitos e espetaculosos. São discretos, disfarçam-se, escondem-se e camuflam-se nos objetos, nas coisas, nos espaços e nas pessoas. São andróginos, masculinos e femininos, e o título para esta novela poderia ser também: “As deusas nas coisas”. Isso devido ao fato de que são forças antigas e maternas, quase sempre amigas, solidárias, presentes; estão mais próximas de nós do que pensamos. Inspiram, solicitam a atenção, mediante seus desejos, seduções e potências. São muitas vezes amorosas, gentis, leves e pacíficas, mas também, noutras vezes, caóticas, absurdas, e Estes pequenos deuses ou deusas podem ser encontradas nos objetos mais inesperados, um cinzeiro, um manuscrito, ou até nos seres abjetos, aves de rapina, ratos de esgoto, ladrões de ossos e de livros. O insólito, o inquietante e o inusitado são o cerne desta novela, vivida e escrita em Paris e Roma no primeiro semestre de .
#Autor: Castro, Gustavo
#Páginas: 124
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2018