Em um ano de forte carga política, no início do mandato presidencial de Nixon e no auge do movimento antiguerra, o Julgamento dos 7 de Chicago (que os 8 de Chicago) reuniu Yippies, ativistas antiguerra e Panteras Negras para enfrentar as acusações de conspiração após os turbulentos protestos na Convenção Nacional Democrata de em Chicago, protestos que continuam a ter uma notável ressonância contemporânea.
Os réus — Rennie Davis, Dave Dellinger, John Froines, Tom Hayden, Abbie Hoffman, Jerry Rubin, Lee Weiner e Bobby Seale (cofundador do Partido dos Panteras Negras que acabou sendo excluído do julgamento, o que resultou em sete acusados, e não oito) — satirizaram abertamente o procedimento judicial, mandando beijos para o júri, vestindo togas e levando uma bandeira
vietcongue para o tribunal. Em certo ponto, o juiz ordenou que Seale fosse amarrado e amordaçado por insistir em representar a si mesmo no processo. Somando-se ao teatro no tribunal, uma série de testemunhas famosas passou pela tribuna, entre elas Timothy Leary.
Este livro uma transcrição resumida do julgamento com os perspicazes do historiador e jornalista Jon Wiener, reavivando um evento extraordinário que, assim Woodstock, passou a simbolizar o final dos anos , a causa pela liberdade de expressão e o
direito de protesto — causas que ainda estão bem vivas mais de meio século depois. Nas palavras de Wiener: “No final dos anos , parecia que todos os conflitos nos Estados Unidos haviam sido condensados e, depois, extravasados no tribunal do júri da Conspiração de Chicago.”
Um posfácio do falecido Tom Hayden aborda a contínua relevância do julgamento, e desenhos de Jules Feiffer ajudam a recriar a atmosfera eletrizante do tribunal.
#Autor: Jon Wiener, Tom Hayden, Jules Feiffer
#Páginas: 320
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2021