Num belo dia de , chega à estação de trem de Periperi - um pacato vilarejo de veraneio na periferia de Salvador - um personagem singular, vestindo túnica de oficial da marinha mercante: Vasco Moscoso de Aragão, capitão-de-longo-curso. Aos sessenta anos, ele se declara cansado de navegar mundo afora e diz que veio para ficar. Logo se torna figura de destaque na local, quase exclusivamente de aposentados, encantando a todos com seus relatos de aventuras românticas e exóticas. Ou a quase todos. Um grupo de cidadãos enciumados com o prestígio do recém-chegado questiona a veracidade das histórias e até mesmo sua condição de O fiscal aposentado Chico Pacheco, líder dos questionadores, empreende uma investigação implacável em Salvador e volta com a bombástica notícia de que Aragão é uma fraude: não passa de um velho boêmio, que torrou nos bordéis e cabarés o patrimônio do avô português, de secos e molhados. Seu título de capitão-de-longo-curso fora obtido por meio de corrupção e malandragem. Quem estará com a razão? O ou seus detratores? O tira-teima definitivo se apresenta na forma de uma última missão para a qual o é convocado: levar ao porto de chegada um navio cujo capitão morrera em alto-mar. O romance foi publicado originalmente em , no volume Os velhos marinheiros - Duas histórias do cais da Bahia, que incluía a novela A morte e a morte de Quincas Berro Dágua.
#Autor: Amado, Jorge
#Páginas: 296
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2009