Dizem que o termo “teatro” se origina da palavra grega theatron e quer dizer “lugar de onde se vê”. No Egito antigo, é possível imaginar que essas encenações estivessem a serviço da religião, forma de catarse – um alívio das dores da alma –, buscando controlar as forças da natureza e chamamento das divindades. Além dos deuses, os faraós eram também objeto de homenagens nesses rituais.
No início, o teatro não era um entretenimento para o povo, mas uma atividade dedicada à nobreza. Com o passar do tempo, os rituais virariam espetáculos, tornando-se um cenário em que a fé e as reflexões do homem sobre o mundo passaram a ser com uma plateia. Foram os gregos que popularizaram o teatro grandes celebrações dedicadas a Dionísio, o deus do vinho.
As “personas”, título dado a esta obra de Gilberto Schwartsmann, eram as máscaras que os atores utilizavam, dando vida às suas fantasias, cantos e danças. Não se sabe em que momento o diálogo é incorporado a essas celebrações. O certo é que será com ele – o diálogo – que ganhará forma o teatro que hoje praticamos. O certo é que com ele – o diálogo – ganha forma o teatro que hoje praticamos. O que parece verdadeiro é que ele jamais prescinde de seu papel de eco cultural e de instrumento de lazer.
Uma trilogia de amor à palavra escrita
Personas vem com uma peça inédita, A Livraria do Amor, que narra a história de Eurípedes e Perséfone, dois ex-colegas de faculdade que amam os livros e se amam, mas não assumem esse sentimento. A Força da Arte: o Heptameron é uma trama em que três casais da elite emergente refugiam-se numa mansão na Serra, para fugir da Covid-19. Os momentos de luxúria são interrompidos pela chegada do amigo de um deles, que fala sobre a obra A morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói. Gabinete de Curiosidades conta a história de Oneirópolos e Disoíonos, dois velhos atores, que haviam brilhado nos palcos do passado, mas que foram simplesmente abandonados em um asilo.
#Autor: Gilberto Schwartsmann
#Páginas: 310
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2024