Durante o regime militar brasileiro, Leon Hirszman foi um dos principais nomes para a consolidação da resistência cultural. Em busca de um cinema que dialogasse com amplo público, o realizador dirigiu filmes que desnudaram as contradições existentes na ditadura. Que País é Este?, ABC da Greve e Eles Não Usam Black-Tie, obras produzidas entre e , evidenciam a força de um cineasta que, sem abrir mão do apuro estético, investiu na defesa de um frentismo político em prol da redemocratização do país. Nas páginas deste livro, Hirszman emerge artista próximo às heranças do Teatro de Arena, realizador filiado ao e que procurou a atualização constante de suas práticas de engajamento. Concentrando-se na década de e no início dos anos , Reinaldo Cardenuto situa Hirszman em relação às questões do período, a exemplo do novo sindicalismo, apresentando o percurso de um artista que encontrou na classe popular a essência de sua criação. Entrar em contato com os filmes do cineasta é perceber que a resistência cultural, em sua pluralidade, possui uma história a ser conhecida no tempo presente. Capa: Gustavo Piqueira/Casa Rex (Projeto Gráfico) – Francisco Magaldi (Foto)
#Autor: Cardenuto, Reinaldo; Morettin, Eduardo; (Notas) Xavier, Ismail; (Capista) Piqueira, Gustavo; (Fotografias de) Magaldi, Francisco
#Páginas: 504
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2020