Hoje parece difícil que os padres católicos já foram considerados funcionários públicos, ligados à estrutura administrativa do Estado. Também soa estranho que a elite imperial do Brasil do século XIX, formada em sua maior parte por juristas, tivesse o dever de manter um Estado recém independente e sua religião oficial, ao mesmo tempo em que estava preocupada em garantir liberdade religiosa e diferenciar os papéis da Igreja Católica e da Administração Pública ainda em formação. A pesquisa que deu origem ao livro teve por finalidade contextualizar e resgatar os debates jurídicos em torno do processo de secularização do Estado brasileiro no século XIX. A investigação recaiu sobre temas caros à vida cotidiana em um período que antecedeu a questão religiosa de , crise aberta entre o Estado e a Igreja Católica que passaria a engrossar o caldo cultural contra a Monarquia. Como em toda obra historiográfica, aqui são desfeitos pequenos mitos que permeiam o senso as ideias de que não havia liberdade religiosa no Império, a ideia de que o liberalismo não com uma religião oficial ou a de que a forma republicana de governo não seria conciliável com uma religião oficial.
#Autor: Rafael Issa Obeid, José Reinaldo de Lima Lopes, Fernando Rister de Sousa Lima
#Páginas: 152
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2023