No final dos anos e no início dos , as movimentações operárias do ABC paulista abrem perspectiva para a construção de um polo democrático-popular que possibilitaria o aprofundamento da democracia brasileira em dimensões jamais vistas. Se os setores de esquerda aglutinados em torno da vanguarda operária, e que posteriormente formariam o Partido dos Trabalhadores (PT), não conseguem construir essa alternativa, o Partido Comunista Brasileiro, até então hegemônico dentro do movimento operário, também não se mostra capaz de a importância dessas manifestações e tem sua política derrotada no movimento de massas ao insistir em manter a prática calcada nos velhos instrumentais analíticos de sua “teoria do Brasil”.
A construção da teoria da revolução em “etapas”, feita pelo Komintern – a Internacional Comunista –, a influência dessa Internacional no PCB e nas orientações da esquerda brasileira, assim a incapacidade dos socialistas e de entender as novas dimensões sociopolíticas do Brasil são analisadas em Sinfonia inacabada que, ao fazer uma exposição abrangente da política dos faz também uma análise crítica de toda a esquerda brasileira.
Com apresentação inédita de Mauro Iasi e edição revista e atualizada, a segunda edição da obra de Antonio Carlos Mazzeo chega ao público no contexto de aniversário dos 100 anos de fundação do Partido Comunista – Seção Brasileira Da Internacional Comunista (PCB) ().
#Autor: Antonio Carlos Mazzeo, Mauro Iasi, Maikon Nery (Capista), Marly Vianna (Orelha), Milton Pinheiro (Prólogo)
#Páginas: 240
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2022