Este ensaio tem seu maior objetivo tentar abordar, através de um voo panorâmico sobre toda a obra de Tarso de Melo, as zonas de força de sua cosmovisão poética. Esta obra foi produzida em quase vinte anos de caminhada, mais especificamente entre a publicação de seu primeiro livro, A lapso, de , e o último, o seu oitavo, Dois mil e quatrocentos quilômetros, aqui, de .
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Assim, buscaremos enfocar em detalhes o que chamamos de perspectiva ontológica, por um lado, e de abordagem social, por outro. Embora, apreciaremos através de certos poemas, estas duas instâncias da cosmovisão tarsiana possam se casar, na maior parte das vezes aparecem algo distinto. Neste sentido, o poeta ou traz mais para a poesia a questão filosófica acerca do ser e da sua existência contingente, relacionando-o com o nada, com o vazio, etc., ou, por outro lado, se mostra o intérprete da sociedade, dando uma tonalidade de cunho sócio-histórico-político à forma de se exprimir. Importante é considerar que além desta cosmovisão, buscaremos abordar aspectos relacionados também à própria estrutura dos poemas, que nos possibilitam igualmente apreender e aprender o que saber sobre eles.
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Veremos assim, que neste trabalho sobre uma poesia que caminha com constâncias e inconstâncias, com passos seguros e errâncias, com determinantes e variações, a crítica pode postular hipóteses sofisticadas sobre algo que por sua própria natureza é muito sofisticado: a elevada e densa poesia. E já de antemão, sem receios ou medo de apriorismos, consideramos a poesia de Tarso de Melo tal.
(Fragmentos da “Introdução” do livro).
Conselho editorial da Kotter
#Autor: Henrique Duarte Neto
#Páginas: 152
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2021