Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em , está há décadas plenamente engajada na discussão sobre o sistema penal iraniano e suas violações sistemáticas contra os direitos humanos e, entre idas e vindas, tem estado na prisão desde . Neste livro, além de seu depoimento sobre suas experiências na cela solitária, ela reúne entrevistas e testemunhos concedidos em situações particularmente perigosas de outras treze presas políticas iranianas encarceradas sem sólidas bases legais, muitas vezes sem sequer saber do que estavam sendo acusadas, que ainda cumprem a própria Narges) ou já cumpriram pena em terríveis condições de isolamento e violência física e psicológica.
O assunto central dessas falas é o uso do confinamento solitário, um dos exemplos mais proeminentes de “tortura branca”, expressão que dá título ao livro e pode ser descrita um tipo de coerção que consiste em submeter prisioneiros — sobretudo “prisioneiros de consciência”, pessoas presas em consequência da expressão não violenta de suas ideias, convicções, crença ou ideologia, ou por causa de raça, etnia, religião ou orientação sexual — à privação “de todos os estímulos sensoriais por longos períodos [...], juntamente com as técnicas de confinamento solitário e interrogatório”. Trata-se, portanto, de um conjunto aterrador de visões sobre o tratamento infligido pela República Islâmica do Irã a presos políticos e ativistas, um testemunho único de resistência e um ato de coragem que surge na esteira do movimento “Mulher, Vida, Liberdade”, que vem tomando as ruas do mundo todo desde .
#Autor: Narges Mohammadi, Gisele Eberspacher, Shirin Ebadi, Fabiana Yoshikawa (Capista), Shannon Woodcock (Introdução)
#Páginas: 208
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2024