Inspirada na escrita de Annie Ernaux, a primeira francesa a ganhar o prêmio Nobel, Sonia Manski mescla sua voz com trechos transcritos da entrevista do pai à Shoah Foundation, que recolheu depoimentos de sobreviventes do Holocausto. O objetivo da autora é tentar responder à pergunta: “teria a guerra acabado mas continuado dentro dele?”. E entender as marcas que a luta contra os nazistas partisan na floresta teria deixado. O resultado é um relato honesto e corajoso, mas não menos carinhoso, de sua relação com a figura paterna. Difícil parar de ler essa autoficção amorosa e apaziguadora. Reveladora, íntima e ousada, características de seus dois livros anteriores.
#Autor: Manski, Sonia
#Páginas: 160
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2025