Quando fixamos o nosso olhar nos Sermões de Nicolau de Cusa (), encontramos um número considerável de definições que não só reitera as ideias sobre o amor desenvolvidas nos outros escritos do filósofo alemão, também direciona o tema para o plano ético, onde, em última instância, o amor é definido forma das virtudes incorruptíveis. Todavia, não se trata apenas de um direcionamento para tal plano, na verdade, é antes o caminho inverso que é feito, ou seja, o tema do amor tem foco ou fonte a dimensão da ética, por isso o encaminhamento das definições para o âmbito dessa dimensão só se mostra naturalmente possível porque as próprias definições têm origem aquele centro. Sendo assim, semelhante a um movimento de processão e retorno, o centro das definições metafóricas sobre o amor tem uma unidade de sentido da qual derivam os sentidos do amor e para a qual retornam o amor e seus sentidos. Não obstante, este movimento dinâmico esbarra, assim o tema sobre os nomes divinos, na linguagem e, consequentemente, nos seus limites. Logo, nada mais natural do que apresentar o amor através de um discurso metafórico, construindo, assim, uma simbologia do amor. É importante lembrar, ainda, que os Sermões englobam todos os anos da atividade religiosa e filosófica de Nicolau de Cusa. O primeiro é de , sendo anterior ao De docta ignorantia, e o último é do mesmo ano da Carta a Albergati, . Analisados do ponto de vista cronológico pode-se afirmar que os Sermões paralelamente, os escritos filosóficos do pensador alemão. Além disso, constituem uma documentação importante, senão indispensável, para a de uma simbologia do amor na sua filosofia.
#Autor: Maria Simone Marinho Nogueira
#Páginas: 132
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2014