A literatura para o público jovem, nem sempre escrita por tão jovens assim, costuma voltar o seu olhar para aventuras, romances e fantasias, que, se tem a presença da morte, é adversária a ser derrotada, não exatamente algo próximo, inevitável, que provoca tristeza, solidão e reflexões. É algo natural, que se reflete na sociedade na forma lidamos com a população de terceira idade, mas não precisa ser sempre assim.
O que leva uma autora jovem, em sua primeira obra, a não olhar para onde é convencional? Para Bruna Duarte Lage, se há um lugar de fala, há um lugar de escuta, e é necessário dar visibilidade também ao que i a todos nós, eventualmente. Faz parte do viver. Neste romance, as memórias, de todo solitário, são um mar em que Augusto navega em seu processo de luto, passando por todas as rotas que as emoções humanas pedem.
Veleiro para o fim dos dias não é um manual de normas para o bem-estar do leitor diante do envelhecimento e da morte. É mais um mapa do tesouro, sem um “x” marcando o local, que usamos para navegar até encontrarmos o nosso destino. Navegar é preciso, afinal de contas.
#Autor: Bruna Duarte Lage, Bruna Fortunata, João Camilo de Oliveira Torres, Sofia Myrrha (Projeto gráfico), Guilherme Coelho
#Páginas: 180
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2025