O novo quadrinho de Marcelo D’Salete, autor dos celebrados livros Angola Janga e Cumbe, ganhador de prêmios o Jabuti, vários HQ Mix e até um Eisner! Em meados do século XIX, a população negra seguia construindo seus espaços na cidade de São Paulo. A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos conseguira construir a Igreja do Rosário, e em torno dela promovia celebrações com grande presença africana. A área de matas conhecida Campos do Bexiga, em torno do córrego Saracura, um refúgio para fugitivos da escravidão, já se transformava em base de uma negra. Graças ao trabalho escravo, o café enriquecia a cidade, mas nas fazendas surgiam mais e mais quilombos, mais e mais rebeliões… Ainda que o poder estivesse totalmente nas mãos dos homens brancos (vários deles nem tão brancos assim…), nas ruas milhares de pessoas negras – escravizadas ou livres – trabalhavam em diferentes ofícios – carregadores, lavadeiras, quitandeiras e outros. Entre essas pessoas estava Tiodora, uma mulher escravizada que procura, através da palavra escrita, alcançar sua alforria. Este livro inspira-se nesse momento. Nova obra de Marcelo D’Salete, Mukanda Tiodora joga luz sobre a São Paulo da década de . Época em que circulavam nos corredores da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco não apenas as ideias abolicionistas, mas também intelectuais negros o aluno Ferreira de Menezes e esse vulcão chamado Luiz Gama, que ousava enfrentar o escravismo nos tribunais e também em publicações o Diabo Coxo, que fundou com Angelo Agostini, pioneiro dos quadrinhos brasileiros. Uma história emocionante, baseada em fatos reais, em uma edição rica em materiais de apoio, que inclui textos das historiadoras Maria Cristina Cortez Wissenbach e Silvana Jeha, uma cronologia da luta abolicionista em São Paulo e, pela primeira vez, a reprodução integral das cartas de Tiodora!
#Autor: D´SALETE, MARCELO
#Páginas: 224
#Encadernação: Capa Dura